29°Domingo do Tempo comum-Dia mundial das Missões e da Santa Infância
“Por outro lado,a infãncia,sendo a primeira etapa da vida do recém nascido,cosntiui ocasião maravilhosa para a transmissão da fé.Vemos com gratidão a valiosa ação de tantas instituições a serviço da infãncia”.(cf.Documento de Aparecida,440).Começando esta homilia deste domingo,na qual estamos festejando o Dia Mundial das Missões e da Santa Infãncia,na qual temos um grande ardor de demonstrar o que já nos dizia o Documento de Aparecida sobre a ação missionária de nossas criançasDeixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais,porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas”.(cf.Lc 18,16). Na Primeira Leitura no Livro do Profeta Isaías nos ensina neste sentido sermos ungidos pelo Senhor e o texto diz:”Tomei-o pela mão para submeter os povos ao seu domínio,dobrar o orgulho dos reis,abrir todas as portas à sua marcha,e para não deixar trancar os portões”.(cf.Is 45,1).Temos nesta proposta constata-se um grande sentido de que somos ungidos pelo Senhor.O Documento de Aparecida tem mostrado para nós a eficiência de capacitar na nossa missão de evangelizar e o Documento veio nos relatar sobre este fato:”No povo de Deus “a comunhão e a missão estão profundamente unidas entre si…A comunhão é missionária e a missão é para a comunhão”.Nas Igrejas particulares,todos os membros do povo de Deus,segundo suas vocações específicas,somos convocados á santidade na comunhão e na missão”.(Documento de Aparecida,163).Nesta missão de evangelizar precisamos nos colocar uma meta alcançada para poder entrarmos nestas certezas que precisamos meditar a nossa vocação de sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo.A Segunda Leitura na Carta de São Paulo aos Tessalonicenses,São Paulo nos relata uma reunida assembléia que tem sido realizada toda essa expressão missionária na Igreja e São Paulo nos diz:”Damos graças a Deus por todos vós,lembrabdo-vos sempre em nossas orações”.(cf.1Ts 1,2).São Paulo quis agradecer a Deus pela intercessão de suas orações para que possamos necessitar uma graça que o Senhor vem trazer para nós.para isso temos um grande encontro Senhor.O Evangelho de São Mateus nos relata uma parábola que escutemos com atenção e o evangelho diz assim:”Hipócritas! Por que me armais uma cilada? Mostrai-me a moeda do imposto!”.(cf.Mt 22,18-19).Essa passagem é muito forte para todos nós,por que que os fariseus armaram cilada para Jesus? Essa questão tem como podemos temos uma forte presença de pessoas que não são humildes e sim são arrogantes.Para isso precisamos nos determinar um grande sentido nesta vida.O Documento do Concílio Vaticano II Lumen Gentium tem determinado essa missão:”Devem pois os fiéis reconhecer a natureza íntima de todas as criaturas,o seu valor e ordenação para a glória de Deus,e devem ajudar-se mutuamente a conseguir uma vida mais santa,mesmo por meio das atividades propriamente seculares”. (cf. LG 36).Precisamos ser orientados através deste contexto que vivemos no dia a dia.Vamos portanto pedir ao Senhor que determinado tempo possamos assumir a nossa missão de colocar esse fato muito importante para nossos corações e que devemos acompanhar toda essa expectativa de dar um grande ardor missionário.Leia a mensagem do Santo Padre o Papa Bento XVI sobre o Dia Mundial das Missões.
Mensagem de S.S Bento XVI sobre o Dia Mundial das Missões:
Servos e Apóstolos de Jesus Cristo
Prezados irmãos e irmãs,
Por ocasião do Dia Mundial das Missões, eu gostaria de convidar-vos a refletir na permanente urgência de anunciar o Evangelho também neste nosso tempo. O mandado missionário continua a ser prioridade absoluta para todos os batizados, chamados a ser “servidores e apóstolos de Jesus Cristo” neste início de milênio. O meu venerável predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi que “evangelizar é a graça, a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda” (n° 14). Como modelo deste empenho apostólico, gosto de indicar especialmente São Paulo, o Apóstolo das Nações, já que neste ano celebramos um jubileu especial dedicado ele. É o Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de nos familiarizarmos com esse notável apóstolo, que teve a vocação de proclamar o Evangelho aos povos não-cristãos, conforme o que o Senhor lhe havia dito: “Vai! É para longe, para os pagãos que vou te enviar” (At 22,21). Como não colher a oportunidade oferecida por este jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis para propagar até os últimos confins do mundo o anúncio do Evangelho, “força salvadora de Deus para tudo aquele que crê” (Rm 1,16)?
1. A humanidade precisa de libertação
A humanidade precisa ser libertada e redimida. A própria criação, diz São Paulo, sofre e nutre a esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,19-22). Essas palavras são verdadeiras também no mundo de hoje. A criação sofre. A humanidade sofre e espera a verdadeira liberdade, espera um mundo diferente, melhor; espera a “redenção”. E no fundo sabe que este novo mundo esperado supõe um novo homem, supõe “filhos de Deus”. Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. O panorama internacional, se por um lado apresenta prospectivas de desenvolvimento econômico e social promissor, por outro lado oferece à nossa atenção algumas fortes preocupações quanto ao que diz respeito ao próprio futuro do ser humano. A violência, em não poucos casos, marca as relações entre os indivíduos e povos; a pobreza oprime milhões de indivíduos; discriminações e, às vezes, até perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos, impelem tantas pessoas a fugirem dos seus países, para buscar refúgio e proteção em outros lugares; o progresso tecnológico, quando não tem como fim a dignidade e o bem do ser humano, nem se articula para um desenvolvimento solidário, perde o seu potencial de fator de esperança, e até corre o risco de agravar desequilíbrios e injustiças já existentes. Existe também uma constante ameaça no que diz respeito à relação homem-meio-ambiente, devido ao uso indiscriminado das fontes, com repercussões na própria saúde física e mental do ser humano. O futuro do ser humano é ainda colocado em risco pelos atentados à sua vida, atentados que assumem várias formas e modalidades.
Diante desse horizonte, “sentimos o peso da inquietação, atormentados entre a esperança e a angústia” (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, 4) e, preocupados, perguntamo-nos: o que acontecerá com a humanidade e com a criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, a humanidade tem futuro? E como será esse futuro? A resposta a estas perguntas vêm para nós, crentes, do Evangelho. É Cristo o nosso futuro, e, como eu escrevi na Carta Encíclica Spe Salvi, o seu Evangelho é comunicação que “muda a vida”, dá esperança, escancara a porta escura do tempo e ilumina o futuro da humanidade e do universo (cf. n° 2).
São Paulo sabia bem que só em Cristo a humanidade pode encontrar redenção e esperança. Por isso sentia como urgente e obrigatória a missão de anunciar “a promessa da vida que há em Cristo Jesus” (2Tm 1,1), “nossa esperança” (1Tm 1,1), para que todos os povos pudessem participar da mesma herança e serem “beneficiários da mesma promessa, no Cristo Jesus, por meio do Evangelho” (cf. Ef 3,6). Tinha consciência de que, sem Cristo, a humanidade fica “neste mundo”, sem “esperança nem Deus verdadeiro” (Ef 2,12): “sem esperança, porque sem Deus” (Spe Salvi, 3). Com efeito, “quem não conhece Deus, mesmo podendo ter inúmeras esperanças, no fundo não tem esperança, sem a grande esperança que sustém toda a vida (Ef 2,12)” (ivi, 27).
2. A Missão é questão de amor
É, portanto, um dever obrigatório para todos anunciar Cristo e a sua mensagem de salvação. “Ai de mim”, disse São Paulo, “se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16). No caminho de Damasco, ele experimentou e compreendeu que a Redenção e a Missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer as estradas do Império Romano como arauto, apóstolo, pregoeiro, mestre do Evangelho, do qual se proclamava “embaixador algemado” (Ef 6,20). A caridade divina fez dele “tudo para todos, para salvar a todo custo alguns” (1Cor 9,22). Olhando a experiência de São Paulo, entendemos que a atividade missionária é uma resposta ao amor com o qual Deus nos ama. O seu amor redime-nos e estimula-nos para a Missão “ad gentes” [de primeiro anúncio aos povos não cristãos]; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, raças e povos, à qual todos aspiramos (cf. Deus Caritas Est, 12). É, portanto, Deus, que é Amor, que guia a Igreja até as fronteiras da humanidade e chama os evangelizadores a saciarem-se “daquela primeira e originária fonte que é Jesus Cristo, de cujo coração ferido emana o amor de Deus” (Deus Caritas Est, 7). Só dessa fonte podem-se tirar a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade, o interesse pelos problemas do povo, e as outras virtudes necessárias aos mensageiros do Evangelho, para deixarem tudo e dedicarem-se completamente e incondicionalmente a espalhar pelo mundo o perfume da caridade de Cristo.
3. Evangelizar sempre
Enquanto continua sendo necessária e urgente a primeira evangelização em não poucas regiões do mundo, escassez de clero e falta de vocações afligem hoje várias dioceses e institutos de vida consagrada. É importante insistir em que, apesar da presença de crescentes dificuldades, o mandado de Cristo para evangelizar todos os povos continua sendo prioridade. Nenhuma razão pode justificar uma diminuição ou estagnação, uma vez que “o mandado de evangelizar todas as pessoas constitui a vida e a missão essencial da Igreja” (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 14). Missão que “ainda se encontra nos inícios e a cujo serviço devemos dedicar todas as forças” (João Paulo II, Encíclica Redemptoris Missio, 1). Como não pensar aqui no macedônio que, aparecido em sonho a Paulo, gritou “Vem à Macedônia e ajude-nos!”? Hoje são inúmeros os que esperam o anúncio do Evangelho, os que têm sede de esperança e de amor. Os que se deixam tocar em profundidade por esse pedido de ajuda que se levanta da humanidade deixam tudo por Cristo e transmitem aos homens e mulheres o amor a Ele (cf. Spe Salvi, 8)!
4. Ai de mim, se eu não evangelizar (1Cor9,16)
Prezados irmãos e irmãs, “duc in altum” [vai mar adentro]! Adentremo-nos no vasto mar do mundo, e, seguindo o convite de Jesus, lancemos sem temor as redes, confiantes na sua constante ajuda. Lembra-nos São Paulo que não é uma honraria pregar o Evangelho (cf. 1Cor 9,16), mas uma tarefa e uma alegria. Prezados irmãos Bispos, seguindo o exemplo de Paulo, cada um se sinta “prisioneiro de Cristo para os gentios” (Ef 3,1), sabendo que pode contar nas dificuldades e nas provas com a força que nos vem d’Ele. O Bispo não é consagrado só para a sua diocese, mas para a salvação do mundo todo (cf. Encíclica Redemptoris Missio, 63). Como o apóstolo Paulo, é chamado a dirigir-se aos distantes que ainda não conhecem Cristo, ou ainda não experimentaram seu amor libertador; é seu empenho tornar missionária toda a comunidade diocesana, contribuindo de bom grado, segundo suas possibilidades, com o envio de presbíteros e leigos a outras Igrejas, para o serviço de evangelização. A Missão “ad gentes” torna-se assim o princípio unificador e convergente de toda a sua atividade pastoral e caritativa.
Vós, prezados presbíteros, primeiros colaboradores do Evangelho, sede pastores generosos e evangelizadores entusiastas! Nestas últimas décadas, não poucos de vós, fostes para territórios de Missão na linha da Encíclica Fidei Donum, cujo 50° aniversário acabamos de comemorar, e com a qual o meu venerável predecessor, o Servo de Deus Pio XII, deu impulso à cooperação entre as Igrejas. Confio que não diminua essa tensão missionária nas Igrejas locais, apesar da escassez de clero que aflige não poucas delas.
E vós, prezados religiosos e religiosas, marcados, por vocação, por uma forte conotação missionária, levais o anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos distantes, mediante o testemunho coerente de Cristo e o seguimento radical do seu Evangelho.
Na difusão do Evangelho sois chamados a tomar parte, de maneira sempre mais relevante, todos vós, prezados fiéis leigos, que atuais nos diversos âmbitos da sociedade. Abre-se assim diante de vós um complexo e multiforme areópago a ser evangelizado: o mundo. Testemunhai com a vossa vida que os cristãos “pertencem a uma nova sociedade, rumo à qual estão a caminho, e que, na sua peregrinação, é antecipada” (Spe Salvi, 4).
5. Conclusão
Prezados irmãos e irmãs, que a celebração do Dia Mundial das Missões vos encoraje a todos a tomar renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho. Não posso não destacar com vívido reconhecimento a contribuição das Pontifícias Obras Missionárias para com a ação evangelizadora da Igreja. Agradeço-as pelo apoio que oferecem a todas as comunidades, especialmente às mais jovens. Elas são um válido instrumento para animar e formar missionariamente o Povo de Deus, e alimentam a comunhão de pessoas e bens entre as diversas partes do Corpo Místico de Cristo. A coleta que no Dia Mundial das Missões é feita em todas as paróquias seja sinal de comunhão e de solicitude recíproca entre as Igrejas. Seja, enfim, intensificada sempre mais no povo cristão a oração, indispensável meio espiritual para difundir entre todos os povos a luz de Cristo, luz que ilumina “as trevas da história” (Spe Salvi, 49). Ao confiar ao Senhor o trabalho apostólico dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis empenhados em diversas atividades missionárias, invocando a intercessão do apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, “Arca da Aliança Viva”, Estrela da Evangelização e da Esperança, envio a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 11 de maio de 2008
Solenidade de Pentecostes
Benedictus PP. XVI
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